Especialidade · Psicogeriatria · RQE 66521

    A saúde mental de quem envelhece pede um especialista.

    Para famílias que perceberam que algo mudou, na memória, no humor ou no comportamento. E para idosos que querem cuidar da mente com a mesma seriedade com que cuidam do corpo.

    Investigação e acompanhamento de Alzheimer e outras demências, depressão, ansiedade, psicose tardia e insônia no envelhecimento. Diagnóstico estruturado antes de qualquer prescrição.

    Presencial em Lourdes, por telemedicina ou em domicílio, em Belo Horizonte.

    Sinais de alerta

    Quando “coisa da idade” merece investigação

    Nem toda mudança no envelhecimento é doença. Mas alguns sinais, quando persistem ou progridem, indicam que é hora de uma avaliação especializada.

    Esquecimentos que progridem

    Esquecer onde deixou as chaves acontece com todo mundo. Repetir a mesma pergunta várias vezes no mesmo dia, perder-se em trajetos conhecidos ou esquecer nomes de pessoas próximas é diferente, e merece investigação.

    Mudança de comportamento ou personalidade

    A pessoa ficou desconfiada, irritável, desinibida ou apática de um jeito que não era. Mudanças de personalidade no envelhecimento raramente são apenas coisa da idade: costumam ter causa identificável.

    Tristeza e desânimo depois dos 60

    Depressão no idoso é frequente, subdiagnosticada e tratável. Muitas vezes aparece como queixa física, perda de apetite, lentidão ou falta de vontade, e não como tristeza declarada.

    Agitação, insônia ou confusão no fim do dia

    Em quadros demenciais, agitação vespertina, inversão do sono e episódios de confusão são comuns e desgastam a família inteira. Há manejo clínico específico para cada situação.

    Ansiedade que começou tarde

    Ansiedade intensa que surge pela primeira vez na terceira idade pede avaliação cuidadosa: pode ser transtorno de ansiedade, mas também sinal precoce de alteração cognitiva ou efeito de medicações.

    Declínio após perda, cirurgia ou internação

    Luto, hospitalizações e anestesias podem desencadear ou revelar quadros psiquiátricos e cognitivos no idoso. Quanto mais cedo a avaliação, melhores as possibilidades de recuperação.

    Como funciona

    Um cuidado que envolve o paciente e quem vive com ele

    Avaliação cognitiva e clínica completa

    Testes de rastreio cognitivo, anamnese detalhada com paciente e família, revisão de todas as medicações em uso e solicitação de exames laboratoriais e de imagem quando indicados, para diferenciar demência, depressão, delirium e causas reversíveis.

    A família participa do cuidado

    Em psicogeriatria, quem convive com o paciente é parte essencial do diagnóstico e do tratamento. A família recebe orientação clara sobre o que está acontecendo, o que esperar e como agir no dia a dia.

    Consulta domiciliar quando o deslocamento não é possível

    Pacientes com mobilidade reduzida, demência avançada ou resistência em sair de casa podem ser avaliados e acompanhados em domicílio, em Belo Horizonte.

    Formação específica para essa fase da vida

    Residência em Psicogeriatria pelo Hospital das Clínicas da UFMG e registro de especialista (RQE 66521). O envelhecimento cerebral tem particularidades que exigem treinamento dedicado, da escolha da medicação à dose.

    Dúvidas frequentes

    O que as famílias costumam perguntar

    Qual a diferença entre psicogeriatra, geriatra e neurologista?

    O geriatra cuida da saúde global do idoso; o neurologista, das doenças do sistema nervoso. O psicogeriatra é o psiquiatra com formação específica em saúde mental do idoso: demências com sintomas comportamentais, depressão, ansiedade, psicose e insônia no envelhecimento. Na prática, as três especialidades frequentemente trabalham juntas, e a comunicação entre elas faz parte do cuidado.

    Esquecimento é sempre Alzheimer?

    Não. Esquecimentos podem vir de depressão, ansiedade, apneia do sono, deficiências vitamínicas, alterações da tireoide, efeito de medicações e outras causas, várias delas reversíveis. Por isso a avaliação estruturada importa: antes de concluir que é demência, é preciso excluir o que tem tratamento e cura.

    Como é a avaliação de memória?

    A primeira consulta inclui conversa detalhada com o paciente e com quem convive com ele, testes de rastreio cognitivo aplicados em consultório e revisão completa de medicações. Quando indicado, são solicitados exames de sangue e de imagem. O objetivo é chegar a um diagnóstico preciso, e não apenas a um rótulo.

    Vocês atendem em casa?

    Sim. Consultas domiciliares em Belo Horizonte estão disponíveis para pacientes com dificuldade de locomoção, quadros demenciais avançados ou forte resistência a sair de casa. A telemedicina também é uma opção para acompanhamento, quando clinicamente adequada.

    A família participa da consulta?

    Sim, e isso é parte do método. Em psicogeriatria, o relato de quem convive com o paciente é fundamental para o diagnóstico, e a orientação da família é parte do tratamento. O equilíbrio entre a autonomia do paciente e o envolvimento familiar é construído caso a caso.

    Meu familiar não aceita ir ao médico. O que fazer?

    É uma situação comum e há caminhos: a consulta domiciliar elimina a barreira do deslocamento, e a primeira conversa pode ser feita com a própria família, para orientar a aproximação. Forçar raramente funciona; estratégia e paciência costumam funcionar melhor.

    Quanto antes a avaliação, maiores as possibilidades.

    Se algo mudou na memória, no humor ou no comportamento de quem você ama, não espere piorar para investigar.